domingo, 23 de janeiro de 2011

Acho que tenho de mudar o título deste espaço de palavras escritas.É bonito demais para alguns temas que eu quero abordar . Pela primeira vez , hoje vou escrever sobre o acto eleitoral que se viveu neste país onde o sentido do voto ou a percepção do que é ser-se democrático , são dois factores que ainda não cabem nas cabeças tão reduzidas da gente desta terra. Valha-nos que agora já não se evoca a desculpa que estamos na fase de aprendizagem do que é a democracia. Isso seria mau ou, tão deveras ridículo, que certamente faria com que a vergonha - de quem ainda a tem- nos fizesse cada vez mais infelizes e obriga-nos a dizer-mos que somos daqui só porque calhou. Realmente fui votar. Cumpri um dever que não uma obrigação. Porém, questionando bem este acto dou-me conta que só o fiz porque ainda cá vivo e desde que me foi permitido esta prerrogativa sempre assim fiz. De resto votar para quê? se os candidatos são todos do mesmo saco e da mesma má farinha. Conheço-os a todos e sei daquilo de que são capazes. São capazes somente de nada :Nem com uma mão nem com mão nenhuma. São umas nulidades armados em políticos. Senão vejamos; o do PCP tem por base existencial politica uma cassete -material- que até já nem se usa- e que daquilo que disse acerca das necessidades que este burgo precisa só debitou asneiras. É natural sempre foi assim. Dos outros dois, Fernando Nobre Defensor de Moura quiseram mostrar que para qualquer gato sapato, bastam umas tantas assinaturas, algumas bastante viciadas e já se tem uns de glória que se traduzem em bastante chateação para quem não tem pachorra para esta maniazita de protagonismo politico. Deixei para o fim os nomes e as coisas dos outros dois. Daqueles que pensam que são as estrelas da companhia. Naturalmente até têm razão e porque? Ora vamos lá ao baile: Manuel Alegre aquele senhor que faz livros de poesia, que é amigo dos senhores maiores das nossas finanças, com quem vai ao tiro aos pratos e envolve-se qual ilustre abastado inglês em caçadas quase reais, não é mais nem menos do que aquele jovem ricalhaço que se queria passar por menino que nem uma bola em condições tinha, e que jogava lá para as bandas de Águeda com trapaceira, é também a apessoada criatura que por volta da década de sessenta que fugiu do seu amado pais - que ilustre e favorecedora atitude para um candidato para Presidente da República, e lá foi todo cheio de empenho na feitura das letras das baladas para os amigos cantarem, defender e lutar simultaneamente dizendo que a poesia é uma arma útil e prática e lá foi para a Argélia onde sabia que estava a resguardo de qualquer chamada para a guerra de África. Este senhor é o mesmo que agora mistura tudo e arma-se em grande defensor dos ideais democráticos. O pior é que ninguém revelou a fortuna que lhe roubaram há poucos dias da sua casa tão modesta da aldeia romântica onde teve uma infância vivida sempre em sobressaltos por causa da Pide: pobre Manuel Alegre. Deixe-se de lamechices - a Helena Roseta não se esqueceu de nada? olhe que ainda falta muito para se saber da sua triste história. Enfim, "choses de la vie". Parece que quanto ao Aníbal as coisas andaram um pouco mais coerentes. Todavia para quem tem tanto orgulho de ter tido uma vidinha tão exemplar, o rapazito António safou-se muito bem. Já agora como é que arranjou tantas poupanças para estudar no estrangeiro, em tantas universidades? Pelo amor da santa evite tanto miserabilismos e seja franco com o país que até lhe permite ter uma esplêndida herdade na região mais "VIP" deste enfadonho rectângulo. Pode crer que lhe fica muito mal esse ar de vitima do destino quando começa a lamuria do filme: A história de um rapaz português nascido em Boliqueime. Ah verdade esqueci-me que muitas dos poupanças foram feitas em conjunto com a Maria. Aquela falsa simpática professora que de tão simples até chegou a exigir uma sala só para si na Universidade Católica porque não se queria misturar com os outros professores. Meus queridos, queira o destino que ainda não tenham de ir aos figos com os netinhos atrás.
Eu disse que deixava para o final as vedetas da companhia. Não é verdade . Então e o Coelho madeirense? Pois é, como nesta panóplia cabe tudo, o espectáculo não ficava completo sem o palhaço. Ele chegou e sem saber nada das artes circenses - e elas são bem difíceis e louváveis, andou por aí a empatar a vida da gente. Fica por aqui a prosa. Mas se quiserem mais, eu sei muito e por favor não se acanhem. É só pedir.


mem

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